sábado, 23 de janeiro de 2010

Ilha da Magia


"Mar, lume das estrelas, Maresia....
Brisa em sintonia a cantar.
Trilhas, passos nossos, teu olhar...
Pássaros nos fazendo companhia...

Céu azul de brigadeiro, um luar...
Sol , fotossíntese ... em você me alimento.
Ondas nas pedras, o movimento...
Entre os êxtases, lenitivo...abraçar...



Veleiros, Trapiches, Paisagens...
Passagens para sonhos e devaneios,
Ilha da Magia , Doces beijos...

Frissons jamais desfeitos,
Lembranças e desejos,
Que trago junto de mim..." (Rose Felliciano)




quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Vale um post!















Lá se foi
vai sempre
sempre volta
não importa
a coisa torta
que tenha sido um dia o ano que finda

Lá se foi
vai sempre
sempre volta
reviravolta
rebordosa
reescrita
redireciona
não importa
o que tenha sido
sempre volta...

A volta que ora dá
o ano a vida a terra o sonho
traz de volta aquilo em que não se acredita
traz de volta o jeito que se perdeu
traz de volta a vontade
a novidade
a - vá que seja - a esperança!
pronto disse a palavra proibida
a esperança repartida
que essa palavra traz de volta
que lá se foi
e sempre a coisa torta
revolta
sonha
espera!


A todos os leitores que não sei se existem, afinal...

Elaine

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um pouco de chuva...um pouco de literatura!


Então é assim o dia perfeito para ler....Chuva torrencial...um certo clima...friozinho nos pés, chá adoçado com mel, janela um pouco embaçada, folha verde grudada no vidro, luz quase nunca perfeita, perfume de casa vazia, crianças brincando no apartamento de cima, capítulo perfeito de Balzac, sonolência gostosa, livro caído de lado, cabelo roçando o rosto, travesseiro, almofada...palavra dizendo aquilo que é dificil dizer. Literatura e chuva. Um pouco de cada. Felicidade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um pouco de cinema Pop!

















Já estou apaixonada e é essa minha meta de Ano Novo! AssistirNine! Nove vezes nove!
Cinema! Cinema Italiano! Cinema Musical! Tudo junto! É demais para meu coração de cinéfila da Sessão da tarde!!!
bjs, cinematográficos aos possíveis leitores!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Curitibanas

Estamos aqui, a Paula e eu, quase indo embora...
Andando...descobrindo Curitiba, se perdendo em Curitiba!
Fotografando a Serra nebulosa, comendo banana todo dia!!!!

fotos...só mais tarde!
espaço Niemayer...fotografias, Vik Muniz e uma passagem corrida pelo Olho! Querem saber? Só mais tarde!
Paula e Elaine (aguardando Janeiro)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vamos em frente!


Alunos interessados em Literatura fizeram uma bela leitura de Leite Derramado. Foi bom, meu bem!!! E então, um interesse novo por literatura africana. Surpresa e uma vontade de falar mais a respeito. Aqui vai:
Começar por Luuanda, de José Luandino Vieira, editado - finalmente e felizmente - pela Cia das Letras. Desperta a vontade de conhecer mais aqueles seres humanos que, vivos, nos mostram um pouco da sua realidade.

"[...] A questão da fome, a questão da repressão, a questão de surgirem personagens de camadas e classes sociais que, até aí, eram segregadas da literatura, parece-me (hoje, a esta distância, tanto quanto me vejo, até como personagem do meu próprio destino), parecem-me correctas... Quando escrevi o Luuanda a minha preocupação era ser o mais fiel possível àquela realidade. Se a fome, a exploração, o desemprego, surgem com muita evidência, não se trata de uma atitude preconcebida, de uma atitude consciente. É porque isso era — digamos assim — o aquário onde meus personagens e eu circulávamos... A questão da linguagem já não é tão inocente assim... Muito embora não pretendesse fazer uma cópia fiel da linguagem utilizada pelas camadas populares luandenses. Tenho que reconhecer — para o caso do Luuanda — que em certa altura eu achei até que teria um significado político: demonstrar que, na própria língua do colonizador, a nossa diferença cultural nos permitia escrever de modo que era difícil, ao próprio colonizador, entender o nosso código linguístico. Mas essa parte deliberada na criação de uma linguagem é apenas uma excrescência. Porque o meu intuito era (não consegui, com certeza!) criar uma linguagem ao nível literário a partir dos mesmos processos e das estruturas linguísticas bantas da região de Luanda. Que fosse homóloga da linguagem popular e não a sua cópia ou a sua reprodução [...]."

(Excerto de uma entrevista dada por José Luandino Vieira
a Pires Laranjeira, em 1994, para a Universidade Aberta)