domingo, 15 de julho de 2012

Osesp no parque


15 jul 12 domingo 11h00
Parque do Ibirapuera

sábado, 14 de julho de 2012

Depois daquele curso...

Então, convidada pela Andréa Kogan, da www.bkidiomas.com.br, fui ao Curso: Escrita de blogs com Fal Azevedo  
e o bichinho do blog voltou... vamos ver o que acontece. Tenho andado por caminhos interessantes... lido com as amigas, pensado algumas coisas.
Acabamos de voltar da Flip 2012... então é disso que vou falar!


Adoro, curto tudo: comprar os ingressos, fila, cruzar com o cara que gravou o disco da Maysa na RGE, autógrafo do Ruy Castro no meu livro de crônicas sobre cinema. Adoro mesmo!
Fico até chata, falando sem parar as mesmas coisas... foi ótimo!



Vou falar do nosso Clube do Livro, inspirado pela querida Olivia Frizo. E das viagens da FVA Cultural, projeto meu e da querida Ana Maria Villela. E das fotos incríveis que a Paula Bucheri tem feito com grupos e lugares diferentes. Nas redes sociais, estamos todas juntas! 



Espero os comentários e, a partir deles, vamos trocando... de tudo aquilo que fica um pouco!



Abraços,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alumbramento


"Alumbramento S.m.P.u. 1 Inspiração sobrenatural; iluminismo; 2. Deslumbramento, maravilhamento: "Um dia eu vi uma moça nuinha no banho/Fiquei parado o coração batendo/ ela se riu/ foi meu primeiro alumbramento" (Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, p.116) 3. Inspiração, iluminação."

Ganhei uma fotobiografia de Drummond, editada em 1989. Edições Alumbramento.

Estou iluminado
por dentro, no passado,
no futuro mais longínquo
e meu presente é não estar no tempo
e alçar-me de toda contigência.



terça-feira, 2 de novembro de 2010

...pensando neste dia de Finados



Profundamente

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.



No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes

Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.

*

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


Texto extraído do livro "Antologia Poética - Manuel Bandeira", Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 2001, pág. 81.