sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Feira

Feira de livros... chegamos de carro, imaginando não sofrer muito com o peso dos livros! Quem pensou em percorrer os três prédios da Poli com as sacolas plásticas e de papel, cortando a mão de tão pesadas? Nós não! 
Entrando pelo prédio do Biênio, felizes, saracoteando entre as bancas das editoras das universidades... bom, bonito, que legal! A única banca lotada era da Cia das Letras... vamos deixar para depois! 
E então, cai na nossa mão O MAPA! 

São três prédios, precisamos nos deslocar pelo campus, flores, arbustos, sol de rachar... andar entre as barraquinhas do "ai que lindo" - camisetas que nunca usaremos, balangandãs que não são dos de iaia, filmes pirateados que adoraríamos ver e, é claro, uma de um rapazinho que faz flautas de bambu! As pessoas ainda ouvem Greensleeves.  Ai, a universidade!

No caminho entre a Civil e Mecânica as pessoas tinham um ar assustado, desesperado, quase infeliz! "E aquele livro que resolvi não levar... vou me arrepender para sempre" "Estarei vivo na próxima primavera?" "Não aguento fila na Cosac Naif, mas as edições são tão lindas..." "E os russos, meu Deus, os russos da 34". "Finalmente vou poder colocar na minha biblioteca aquele livro de que o professor falou tanto em sala de aula"  Podiamos ouvir cada um desses pensamentos. Pobre leitores, pobres de nós. E todos tinham em mãos listas, listas, listas!
E, é claro, O MAPA!

Paramos para um famigerado salgadinho. Não poderíamos de jeito nenhum ter um peripaque bem na fila da Edusp! E estratégicamente deixamos o banheiro para uma ocasião mais especial, no final da tarde, quando todos já tivessem feito, bom, vocês sabem!
Olha O MAPA, Elaine!
Quantas editoras, quantos livros maravilhosos. Fizemos nossas compras. Compartilhamos o medo do cartão de crédito. Tivemos um momento de sanidade, em que uma dizia para a outra, "você precisa mesmo disso, agora?" No caso dos preços divergentes, o apoio da amiga foi fundamental para que eu não estragasse tudo, perguntando qual era mesmo o preço real do livro! Ética na feira de livro, em pleno exercício do capitalismo cultural! 

O saldo foi espetacular. Cansadas, cinco horas depois da chegada, a sensação e a tristeza de não poder voltar nos dias seguintes... e os russos, meu Deus, os russos nas sacolas!

 O MAPA?  Não serviu para nada...  as editoras estavam todas em lugar diferente dos indicados!

Obrigada, Paula! No ano que vem, tem mais!

8 comentários:

  1. Que divertido, Elaine! Eu me senti lá com você, preocupada com o mapa (que nunca serve para nada ainda mais para uma sagitariana que não consegue ler mapas, como eu). E o medo do peripaque o cuidado com o banheiro! Essa sou eu mesma! Adoro os seus textos! Como já disse, parece que eu estava lá com você! Bjs!

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    1. Lu... o melhor foi a cara dos meninos e meninas da graduação com a listinha na mão! Gente, que engraçado!

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  2. Elaine,
    Acabei de voltar de lá! Tive uma idéia brilhante - ir com a roupa da ginástica - isto quer dizer, tênis. Andei, andei, andei, e - ainda bem - comprei menos do que sempre. Estou ficando contida! Mas também voltei com um russo!
    Beijos!

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Que bom... não dá uma sensação de dever cumprido?

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  3. Elaine,
    Seu texto me remete para a feira, nós duas curtindo o espaço da universidade como nos bons tempos. O resgate do meu pedido, na Cia das Letras, me deixou realizada, como nos tempos de criança quando conseguia a realização de desejos quase impossíveis. Eu que agradeço a sua companhia amiga e conselheira do que adquirir. Foi estonteante! Bjs. Paula

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  4. Sua narrativa me fez estar lá. Próximo ano, também quero! Olivia

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    1. Oba... comentário da Olivia! Está marcado... no próximo ano vamos todas juntas!

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