sábado, 9 de agosto de 2014

Os últimos dias de Pompeia! Muito óbvio?

Alguém lembra desse filme?


E daquele episódio da Nanny em que o Dan Aykroyd vai na casa de Mrs. Sheffield para arrumar a geladeira? A cena está lá pelos 22 mim... O que estas duas memórias tem em comum? 

Bom... resolvemos que não dava para ir a Itália e não ir a Nápoles, deixar de comer a pizza do Da Michele e não conhecer Pompeia... pelos menos Pompeia! O cinema, sempre ele...  Ficamos em um hotel bem perto da estação de trem, para não ter nenhum problema, nem para ir a Pompeia, nem para voltar para Milão - nosso embarque para casa. Chegamos pela manhã, com tempo só para descansar um pouco, comprar a passagem da Transvesuviana e para passar o dia nos "Scavi". Uma dor no coração, porque era só... algumas horas em Nápoles, um pernoite e nada mais. Deu para sentir o astral caótico da cidade, gente gritando, lixo, pixo ... as lambretas... cruzar a rua no susto, ver quem pode mais... o pedestre ou a lambreta! Entramos no clima, nada que um paulistano não tenha experimentado antes... vai no susto que dá certo! Nas ruínas, nem precisa dizer...nem o clima de parque de diversão, prejudica o impacto de pensar naquele momento histórico em que a cidade sumiu debaixo das cinzas... 

Essas lembranças do dia e meio passado em Nápoles não teriam nenhum significado, além daqueles que vocês já imaginam - lembranças de viagem - se não fosse "o episódio  da porta do quarto no dia de ir embora"! 

Tomadas banho, malas prontas, passagens em mãos... vamos tomar café? Depois, voltamos para as últimas abluções! Sai a Thaís, a Mariana e eu... todas achando que alguém tirou a chave da porta. Claro que não... fechamos a porta com tudo dentro do quarto, inclusive a chave. Medo, risos nervosos, e o café? E agora... claro o hotel tem uma chave mestre que abre todas as portas, em todas as circunstâncias, certo? Certo... quando a chave não está na fechadura, impedindo o uso da chave mestre. Falamos com a recepção em italiano, espanhol, inglês e português... todas ao mesmo tempo, sem dizer muito bem o que aconteceu. A mocinha, gentil disse " não se preocupem, não é culpa de vocês, acontece... vamos mandar um chaveiro... tomem o seu café e nós tomamos as providências". Quando subimos tinha um napolitano, querendo ser simpático e calmo, tentando abrir a porta. Napolitano, tentando ser calmo? O moço usou todas as ferramentas possíveis. Suando, tentou tirar a fechadura da maneira sensata com a chave de fenda... suando, com o formão, tentou arrancar o quadro de madeira da parte de baixo da porta, para enfiar a mão pelo vão e pegar a chave... nada funcionava e ele, suando, foi ficando cada vez mais... napolitano. A Thaís arregalou os olhos assustada - já imaginava a conta, chegando em São Paulo para pagar o estrago na tal da porta;  Mariana fazia o modelo controlada; eu ria... e o napolitano, mostrando, além do seu empenho, um cofrinho cabeludo, com a calça já quase caindo... Daí, ele levanta... mete o pé na porta, uma, duas, três vezes, suando, com uma cara de assustar... e consegue arrombar a bendita! Sabe aquela história: para tirar o gatinho da árvore, é melhor arrancar a árvore? Foi isso... ele arrebentou a porta, olhou para nós, sorriu e disse gentilmente... " não é culpa de vocês, fiquem tranquilas... essas coisas, sempre acontecem."

O cofre do napolitano me lembrou o do Dan Aykroyd, no episódio que mencionei... e o filme... bom não dá para perder a piada dos últimos dias de Pompeia! Não dá, mesmo!


2 comentários:

  1. Muitas histórias para contar. Hilário! Beijos

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  2. Muitas, Paula. Ainda bem que os amigos são pacientes!

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