terça-feira, 4 de junho de 2019

Minha mãe, a missivista social!


Nesse momento da vida, aos 89 anos, ela ainda tem o mesmo ímpeto de participação na vida social e política que sempre teve.
A cada 15 dias, vamos até a Penha, para ver a casinha e o quintal que teve de deixar, por conta da insegurança. Invadida por ladrões de botijão de gás, TVs velhas e outras quinquilharias, tivemos de tirá-la de lá.
Na volta, passamos pela Avenida 23 de Maio. Por lá, perto do acesso à Av. Paulista, um grupo de moradores de rua, usa um ponto de agua, para lavar a roupa, tomar banho. Parece uma mina d’agua. Parece um cano estourado. Sabe-se lá.
O fato é que faça frio ou faça calor, eles estão lá. Tentando manter aquele fio de dignidade humana. Um fio esgarçado, quase arrebentado, como os corpos daqueles homens e mulheres que vivem na rua.
Há alguns dias, minha mãe vem esboçando uma carta a ser enviada ao Excelentíssimo Sr.º Prefeito da Cidade de São Paulo, Sr.º Bruno Covas. Ela sabe usar os pronomes de tratamento adequados. Vem, no carro, falando em voz alta, como será a carta.
Quer pedir que ele construa um tanque ou pia, ou coloque um chuveiro para aquelas pessoas. Eu argumento que o pedido ao prefeito deveria ser outro. Que deveria pedir que essas pessoas fossem atendidas com dignidade pelo serviço social público. Que ações mais positivas poderiam ser tomadas pelo alcaide.
Mas, para ela, e eu entendo perfeitamente, a urgência é outra. Trata-se de ali, naquele lugar que eles descobriram, pelo menos ali, ela pensa, poderia haver um pouco mais de conforto, para quem tem uma vida tão miserável. Eu entendo a humanidade do pedido. O “prefeito” não lerá essa carta. Algum assessor lerá com certa atenção? Quem sabe?
Essa tem sido atitude de minha mãe, perante a própria vida e a vida social. Ela acredita em participação. Vota sempre em todas as eleições. Nunca deixou de exercer a cidadania que tanto lutou por conseguir, na vida de luta por formação, trabalho...
Olhando seus guardados, papéis velhos no meio de livros, encontro respostas às cartas enviadas, em momentos diferentes da vida.
Minha mãe, a “mosca de boi”, como ela mesma se define, nunca deixou pra lá, quando acreditava na pertinência do pedido. Foi assim a vida toda e não é diferente agora.
Uma das melhores histórias é a do pedido de transferência de setor, quando prestou concurso para trabalhar na USP. Lotada no restaurante, ficou lá uma semana e logo percebeu que não era para ela. Pediu e foi trabalhar nos apartamentos dos alunos que vinham de todas as partes do Brasil, para fazer pesquisa de Mestrado e Doutorado. Lá ficou até resolver que queria mais. Pesquisou, por conta própria, uma vaga em outro departamento e achou a vaga perfeita na Biblioteca do Instituto Oceanográfico.  Escreveu carta, elaborada por ela mesma e enviou. Fez a entrevista, diretamente com o diretor do setor, sem medo. Como ela conta, olhando diretamente nos olhos de quem, para ela é tão importante como ela mesma. Ficou 10 anos, trabalhando com alegria e leveza. Fez curso de auxiliar biblioteca, foi fazer inglês, para ler os títulos que os professores pediam. Esteve onde quis estar, porque não teve medo de requisitar o que merecia.






É isso, legal né?!

domingo, 2 de junho de 2019

Onde?


Sorrateiramente, nas salas de aula, esconde-se o conhecimento.
Entre as prateleiras das bibliotecas, no vão dos corredores, ficam nas mesas de leitura, os livros lidos.
Nos seminários abarrotados, nos auditórios barulhentos, nos laboratórios com todos aqueles odores ácidos, estão aqueles seres estranhos que resolveram pesquisar, ler, estudar horas e horas.
Longe dos corredores e salinhas de xerox, dos centro acadêmicos, mas lá também.
E durante a semana de aula e nos fins de semana, escondidos nos apartamentos divididos, compartilhados, eles estão... etéreos, enigmáticos, sonhando soluções e testando saídas diferentes.
São meninos e meninas que batalham todos os dias para encontrar aquele que está, quase sempre, escondido... o conhecimento.
Você pode encontrar essa moçada.
Você pode ver essa moçada.
Você pode, se fizer um varredura fina, observar essa moçada.
Onde?
Onde o seu próprio conhecimento os escondeu.
Quer que se revelem? É só olhar com olhos atentos. Com a mente aberta...
Eles estão lá, por nós...

É isso,

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Comida para quem precisa... memórias de uma menina gulosa!

A D.ª Augusta passava um caldeirãozinho de feijão, temperado com uma folha de louro, por cima do muro do quintal. Esse gesto está tão claramente desenhado na minha memória, assim como o perfume daquele feijão que tantas vezes nos deu de comer. Éramos duas crianças em casa, esperando a mãe voltar do serviço e o feijão do caldeirãozinho era fundamental. Que delícia, esticar o corpo, diante do muro alto, entrever a parreira cheia de cachos de uva pequena, dura, verdinha e azeda. Esticar as pernas e ver aquela figueira, a horta de couves e tomates. Sentir o cheiro gostoso que ficava depois que seu Augusto regava aquela plantação que tanto me dava prazer. O feijão vinha, às vezes, quentinho, com um pedaço de pão. Refeição completa! É um sabor que não esqueço e nunca vou esquecer. Boa lembrança da infância na Rua Corondá nº 35.

Deste mesmo endereço, eu saía toda manhã, para ir ao grupo escolar. Tomava café, comia o pão com margarina Saúde.
Um dia da semana, tinha feira na “rua de trás” e eu adorava passear pela feira, antes de descer o morrinho, para ir ao Theodomiro Emerique. Passava a mão nas roupas penduradas na barraca de roupa, gostava de sentir o cheiro molhado na barraca de cheiro verde e da barraca de bananas, com aqueles amarelos e verdes e pintas marrons - bananas tão saborosas. Os japoneses já me conheciam... tinha uma amiga japonesa, filha de donos de uma banca de bananas, que morava perto da minha casa. O depósito de bananas com seu úmido perfume de fruta me deixava muito feliz. De vez em quando, ganhava uma banana para levar de lanche.

Um dos episódios de que me lembro bem, desta passagem alegre pela feira, foi o dia em que, finalmente, ganhei um pedaço de linguiça defumada, para juntar ao meu lanche daquele dia feliz! Eu sempre passava pela barraca dos queijos e linguiças, quase sonhando, quase sendo levada por aquele perfume defumado e gostoso de coisas impossíveis de ter. O dono da barraca deve ter percebido que aquele dia, em especial, eu estava com uma vontade danada. Ele, gentilmente, corta um gomo daquela gostosura e me dá de presente. Sai dali, pulando feito um cãozinho feliz, com a cauda abanando, mostrando a todo mundo que eu tinha ganhado um premio e tanto.

Hoje, pensando neste texto que escrevo agora, imaginei que se ele deu aquele pedaço de iguaria, sem pensar, só por dar, ou se ele pensou “coitadinha, parece um cãozinho faminto”... não fez a mínima diferença. Eu estava mesmo, como um cãozinho feliz e acho que essa é uma das expressões mais perfeitas de felicidade. Escrevo isso, de coração leve...o que aliás, sempre tive em relação a essa infância, aparentemente difícil.

Na “rua de trás” ficava a venda do japonês que vendia na caderneta. Quantas vezes, ele quebrou o galho das mulheres da Rua Corondá. Quantos litros de óleo de tambor vendeu, para que fritássemos os ovos das patas e galinhas que tínhamos em casa. Que trato comercial fabuloso era aquele. No começo do mês, todas as mães iam à vendinha do japonês pagar a conta. Às vezes saldando tudo; às vezes, deixando um restinho para o mês que vem.

Quando no sábado de ver o pai, meu pai me dava uma mesadinha, a primeira coisa que fazia, na segunda feira, era passar na venda do japonês e pedir um lanche para levar à escola. Ouço, perfeitamente, a serra da faca, passando naquele filão tostadinho que acabara de chegar à venda. O filão era posto na vitrine, forrada de papel marrom, cheia de migalhas. Ele serrava o pão e eu já ficava alegre, porque, em seguida, vinham as fatias de mortadela! Sem a marca, que hoje parece fazer tanta diferença. Era uma mortadela untuosa, vermelhinha, cheirosa. E como combinava com aquele pão!

Na escola, às vezes tinha pão com carne moída ou arroz doce quentinho e com canela – ou será que era só o perfume da canela que me inebriava? Hora do recreio, hora em que víamos a diferença de classe. Lanches bem embrulhados, saindo de belas lancheiras de metal. Lanches simples, saindo de lancheiras de plástico. Sucos de laranja, laranjadas bem clarinhas e muito doces. Um docinho de sobremesa... um nada que dava água na boca.

No tempo seguinte da minha infância, no tempo da Rua Heloísa Penteado, rua de nome bonito, as lembranças de um lanche de bife à milanesa, na tarde de domingo, sempre me acompanharão. A mãe da amiga de quintal, dona do nosso cômodo e cozinha era quem preparava esse lanche divino. Ela também nos abastecia com as sobras da semana. Como cozinhava bem nossa locadora! Quantas vezes, vinham docinhos de uma festa em que não estive, quantas vezes vinham pedaços de torta do café da tarde! Tudo uma delícia!

A lata de brigadeiro na casa do meu amigo de classe na quinta série! Inesquecível! Ele era o menino mais bonito da sala e eu me lembro de quando fomos visita-lo, porque ficou acamado com hepatite. Quando tivemos permissão da visita, a mãe para nos agradar, nos ofereceu brigadeiro, saindo de uma lata enorme. Eu ficava só pensando, quem faz tanto brigadeiro só para ter em casa e oferecer aos amigos do filho deve ser uma pessoa muito boa.

Memórias gustativas, memórias afetivas.

Minha infância e adolescência de menina que viveu sempre com pouco, não são memórias tristes. São memórias de solidariedade, de compartilhamento, de amizade e percepção do mundo, por meio de uma das coisas mais importantes para a humanidade. Pão para quem tem fome. Minha fome era uma fome infantil e alegre. 

Agradeço a todos que a saciaram!

É isso!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

... uma tartaruga bem em cima da cabeça!


Ésquilo será atingido por uma tartaruga!

O que sabemos não tem importância alguma
Nem nossa opinião, nem nossa indignação.
O que sabemos, lemos, pensamos e acreditamos, é só um perfume que se perde.
É só um pensamento que se esquece
É só uma vaga no oceano.
Eles, seja lá quem forem, só tem interesse real naqueles que não sabem.
São os que não sabem e nem tem como saber que importam.
São eles que dão os votos necessários.
Que levam as falas mais abjetas a todos os cantos da mídia.
São eles que riem à larga, das bobagens e pagam a pizza, a conta, a esbórnia.
São eles que nunca vão entender nem de cá, nem de lá.
Não vão entender. 
E, se algum deles escapar do círculo em que estão, logo será enquadrado, laçado, “pega, mata e come...”
Ainda que alguns, unidos e cheios de esperança, consigam ver além da cerca, nada nem ninguém conseguirá impedir a matança no curral.
São forças ancestrais, forças que nunca foram de fato impedidas a não ser por curto espaço de tempo, em poucos lugares da terra.
Continuamos fazendo o de sempre... tentamos conquistar o mundo.
Continuamos fazendo o de sempre... nos encontramos em grupos, trocamos ideias. Temos esperança... é a parte que nos cabe neste latifúndio.
Se há uma seara, ela esta na arte, na literatura, cinema, música, teatro... na arte.
Interditada aos do cercado, permitida a poucos que conquistaram a duras penas o direito de fruir um pouco dela... só um pouco, nunca ela toda em sua grandeza verdadeira. Só nos sonhos... nas mídias – nova quimera - nunca ao vivo. Se ao vivo, com muita, muita luta e tempo dispendido.

“Mas, quando o destino intervém (como os atenienses gostam tanto de nos lembrar naquelas tragédias que eles vivem levando à cena com tanto dispêndio de dinheiro) não há nada a fazer. No auge da fama de um homem careca uma águia fatalmente lhe soltará uma tartaruga bem em cima da cabeça!” (in, Criação de Gore Vidal).

Para um pouco mais de Gore Vidal...


É isso, só issmo mesmo!



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Acaçá



Não conheço a cultura baiana... acho que como muitos só sei mesmo que acarajé é bom, que o farol está ali lindo e eterno e que a musica é especialmente importante.

Amo Caymmi, Caetano...

A literatura é forte e cheirosa.

Eu vivo aqui em São Paulo e do modo que quase todos sabem o que significa. Ser paulista é ser albaroado por todas as culturas do mundo. Se somos atentos, aproveitamos muito. A maioria vai vivendo e nem se dá conta...

Então, estou ali no show da magnífica Fabiana Cozza - Dos Santos.
Show, trabalho lindo! Todos os orixás, apresentados por melodias que me seduzem.

Aquela linguagem que conheço pouco, encantatória e poderosa...
Nomes, preces, coisas, gestos...
Acaça... ela diz acaçá e me lança para um outro acaçá. O que era? Onde ouvi? Tinha ficado reverberando em mim um outro acaçá que vai voltando aos poucos. Anoto no meu caderninho... não posso esquecer da palavra. Preciso procurar nas lembranças.



Nana... Nana... Nana Caymmi solta a voz e grava em mim a palavra que agora volta, na voz tão incrível quando a de Nana!

Acaçá... palavra, som, melodia... comida de santo!
Acaçá... som que me dá de presente o conhecimento, um pouco de conhecimento.
Acaçá... palavra, tom, som, saber.
Não sou, por um momento, paulista, paulistana... sou baiana, sou do santo, sou da música.

Sou da palavra!

Acaçá... força da palavra!

É isso

acaçá

substantivo masculino
BRASILEIRISMO•BRASIL
  1. 1.
    CULINÁRIA
    bolinho afro-baiano feito de farinha de arroz ou de milho, cozido em ponto de gelatina e envolvido, ainda quente, em folhas de bananeira.
  2. 2.
    CULINÁRIA
    bebida refrescante feita de fubá, arroz ou milho, fermentado em água açucarada.

domingo, 15 de julho de 2018

De tudo fica um pouco... é impossível não ficar.

A gente vai remexendo nas bolsas, velhas amizades e família ancestral e nem percebe que alguma coisa vai aparecer, sempre aparece!

Criei um grupo de primas... retomando histórias da infância. Compartilhando lembranças bonitas de brincadeira, risos e muito carinho. Encontrei primas e primos que há muito não encontrava.

Tivemos a primeira reunião e outra já estava marcada, quando ressurge a prima Sueli. Do outro lado lado da família, ela chega me lembrando de pessoas e lugares por quem guardo um carinho especial e...

... e de repente, revejo avós,pai, tios, primos, padrinho e madrinha que estavam naquela gaveta da memória que raramente visitamos. Fotos amarelas, guardados de gaveta.





O que sentimos e ficou, durante esses anos todos?

Não sou mais a menininha da foto com o pai e o irmão. Não sou mais a sobrinha, não sou mais a neta, não sou mais a afilhada que sempre tinha a esperança de ser lembrada.

Sou uma mulher com 61 anos de idade. Tive casamento longo, tenho duas filhas, a mãe de 89 anos. Me aposentei, descobri uma outra atividade de que gosto muito. Viajei e vi lugares lindos, realizando sonhos e me divertindo muito com isso.

Sou uma amiga que tem e perde amigos. Alguns recuperados, outros dormindo no desejo do reeencontro.

Sou uma professora de muitos alunos. Alunos que se espalham pela cidade, pelas mídias, que acompanho com alegria e saudade boa.

Sou a dona da Sofia, que chegou para me lembrar de que o mundo é generoso e outros seres viventes sabem disso, melhor, às vezes, do que nós.

E, no fim da tarde de uma sexta qualquer, chega mansamente a melancolia, a tristeza escondida, a vontade de chorar.

Aos 61 anos, a menininha da foto chora, com saudades de uma família que existiu, não existindo de fato. Uma família que compartilhou festas, natais, aniversários nos quais quase nunca esteve. Quando esteve, a percepção era de ser alguém errado, alguém que, talvez, não deveria ou não merecia ter estado ali.

Nada racional, puro sentimento explodindo para fora da bolsa velha, da gaveta de memórias, das fotos amarelecidas... umas poucas lágrimas.

Menininha da fotografia.. nada de explorar essa mágoa antiga... agora é aproveitar e sorrir muito. Quanto resta de tudo isso? O poeta já disse "de tudo fica um pouco..." Pegue seu caco de pires de porcelana, do dragão partido... e vai brincar lá fora!


 É isso... nada não, só isso!

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Eu e literatura nesses últimos dias...

I - Mimetizei Fernando Pessoa, quando, aos 16 anos, ouvi uma daquelas belíssimas apresentações que Berta Zemel e Wolney de Assis levavam às escolas no período da ditadura. Lia seus poemas com a força e a crença da juventude. É engraçado dizer isso agora e dessa maneira. Ouvir de mim mesma, que acreditei em cada palavra poética e cada sofrimento e observação filosófica. Isso significou uma vida, acreditando na vida sonhada... Por isso, fui professora!

II - "Antigamente as pessoas inteligentes usavam a literatura para pensar. Esse tempo passou. (..) ... é a literatura que foi expulsa como influência séria sobre a percepção da vida. O fato de que a ficção séria não permite a paráfrase - e portanto requer pensamento - é um incômodo (...)

in, O Fantama sai de cena, de Philip roth

III - Amy... quantas vezes fui Amy, Nora, Mme. Bovary, Ana, Ahab, Zorba, Casmurro, Capitu... Quantas vezes fui literatura e não eu mesma? Sempre que possível. A literatura me amparou e me ampara nessa vida tão diferente, ou melhor no espaçõ entre a vida vivida e a imaginada. O tempo hoje é doce e bonito. Faço muito do que gostaria de estar fazendo. Ainda assim, vivo uma outra vida... a vida literária, a vida cheia de amores, medos, aventuras, viagens e realizações. Agradeço a elas, às personagens da ficção, por tudo que sempre me permitiram sentir... elas, as minhas amadas personagens.

IV - " Embora fossem inteligentes, articulados e cheios de savoir-faire, e embora Jamie conhecesse a América dos republicanos ricos e o tipo de ignorância  gerada no Texas, os dois não faziam ideia do que era a grande massa da população americana, e jamais tinha visto com tanta clareza que não eram pessoas instruídas como eles que determinariam o destino do país, e sim dezenas de cidadãos mutio diferentes deles, pessoas que eles não conheciam, as quais deram a Bush uma segunda oportunidade, como dissera Billy, de 'destruir uma coisa maravilhosa". ( in, O Fantasma sai de cena, de Philip Roth)

V -

É isso...  até mais.